27 outubro 2007

UM INFERNO DE QUADRINHO: DAVID HINE FALA SOBRE “SPAWN”

A entrevista a seguir foi publicada no site Comics Book Resources no dia 16 de outubro e nela o escritor David Hine conta um pouco o que podemos esperar para Spawn nos próximos números. Muito do que comenta já foi publicado nos Estados Unidos, portanto se não quiser ter surpresas não é aconselhável continuar daqui. Mas a entrevista é boa demais para perder!!!

Por Dave Richards
Tradução: Leo Violador

Quando “Spawn” foi lançado pela Image Comics em 1992, o personagem fantasmagórico de Todd McFarlane e a ousada série rapidamente capturaram a imaginação dos fãs de quadrinhos. Agora, 15 anos depois, “Spawn” ainda está por aí, mas se tornou um Rodney Dangerfield das histórias em quadrinhos; apenas nunca conseguiu respeito. Com a ajuda do desenhista Brian Haberlin, o escritor David Hine está procurando mudar isto, e falou com o CBR News sobre a série de aventuras assustadoras, distorcidas e terríveis que eles pretendem levar para os leitores de “Spawn”.

Narrar as proezas de Al Simmons, vulgo Spawn, foi uma proeza inacreditável para David Hine. “Foi dada uma tremenda quantia de liberdade criativa nesta revista”, disse o escritor para o CBR News. “A saga de Spawn gerou uma incrível riqueza de personagens de apoio, situações e cenários e me foi permitido brincar com eles de uma maneira que nunca pude fazer nos universos Marvel e DC. Não há limites para o tipo de revista que eu posso escrever e eu tento tomar novas direções o tempo todo, assim os leitores vão continuar tentando adivinhar o que vai vir a seguir. Eu já escrevi um número ambientado na China do século 13 e nós temos a história do Gunslinger Spawn, ambientado do Oeste Americano do século 19. Mas adiante teremos um arco de histórias ambientado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial”.

“’Spawn’ é, essencialmente, uma história de horror, mas há elementos do gênero super-herói, ficção científica e filme noir”, continua Hine. “Quando Sam e Twitch aparecem, a revista muda para o thriller policial. E há o total ponto de vista religioso onde eu escrevo coisas que teriam me queimado em estacas em tempos menos esclarecidos. Nós podemos lidar com edições sérias ou ter diversão por algumas edições. Temos um episódio onde uma adolescente japonesa se torna ninja numa cidade cheia de zumbis e estou planejando fazer uma história de outro ângulo daqui a alguns meses, onde a edição inteira será vista através dos olhos de um vampiro com amnésia. O que não tem para gostar?”.

Muitos fãs de quadrinhos estão familiarizados com o conceito básico de “Spawn”. Al Simmons, um operativo do governo que foi assassinado, escolhe retornar ao mundo dos vivos e para sua esposa, mas a pegadinha é que ele retorna como o grotesco Hellspawn, um guerreiro supernaturalmente poderoso destinado a liderar os exércitos do Inferno numa batalha contra as forças do Céu.

Muito já aconteceu com Simmons desde que Hine tomou controle de “Spawn” há quase dois anos atrás. “Spawn se rebela contra seu mestre e promove um Terceiro Lado, rejeitando tanto Céu quanto Inferno”, explica Hine. “Quando o Apocalipse vem, Spawn destrói o mundo e aniquila a raça humana, deixando Deus e Satã para lutar sua eterna batalha numa Terra devastada. Enquanto isto, o verdadeiro criador do Universo, a mãe de Deus e Satã, dá à Spawn o poder para recriar o mundo e ressuscitar a raça humana. Infelizmente esta é uma versão falha do mundo e as rachaduras estão começando a se mostrarem. Este é um básico resumo dos primeiros 18 meses de minha jornada em ‘Spawn’”.

“Agora temos um Spawn enfraquecido que está se esforçando para proteger o mundo de forças sobrenaturais que estão escapando através das rachaduras”, continua Hine. “Estamos aprendendo que tudo que Spawn foi e tudo que ele fez está sendo manipulado pelo misterioso Mammon. Spawn recentemente se encontrou com os Devoradores de Pecados, que se alimentavam das culpas humanas. Eles se manifestam na forma dos maiores pecados das pessoas e cavaram recordações escondidas do passado de Al. Mammon suprimiu as memórias de sua infância, mas agora Al descobriu que ele e seus irmãos talvez tenham cometido um assassinato no passado quando ainda eram adolescentes. No número #172 veremos o que realmente aconteceu com Al e seus irmãos no verão de 1980. E, acredite em mim, houve uma merda muito estranha e assustadora”.

O verão de 1980 não foi a única memória chocante que Al descobriu. Recentemente, Simmons também se lembrou que propositalmente provocou à sua esposa grávida um aborto quando ele atacou-a na noite anterior a que ele foi morto. “Não está totalmente claro o quão é proposital a opressão de Al”, disse Hine. “Desde o primeiro número de ‘Spawn’ esteve claro que sua memória foi mexida. Parece que muito disto foi trabalho de Mammon. Agora nós descobrimos estas memórias suprimidas um pouco de cada vez. Na história recente voltamos à sua infância, mas a verdade é um pouco mais profunda e nos meses seguintes estaremos explorando a história dos seus antepassados também. A próxima história, que será sobre o Gunslinger Spawn, é vital para compreender como a herança sangüínea de Simmons foi tocada por Mammon por gerações".

A culpa trazida pela memória recuperada de crimes passados é uma das forças que está motivando as ações atuais de Spawn. “Em uma mão, Spawn está sofrendo uma imensa culpa e se odiando pelas coisas terríveis que fez, particularmente desde que ele foi forçado a admitir que causou o aborto do filho de Wanda que ela esteve carregando antes dele morrer. É por isso que ele escolhe ficar nos becos que Malebólgia o mandou pela primeira vez. É seu purgatório”, explica Hine. “Mas ele relutantemente aceitou que tem uma responsabilidade de proteger a raça humana. Com a ajuda da bruxa Wicca Nyx, está começando a entender que talvez seja capaz de obter algum tipo de redenção para si”.

“Nyx é a perfeita companhia para Spawn. No passado ela foi amante de Al. Ela também o traiu uma vez, mas pelas melhores razões possíveis. Ambos passaram tempos difíceis e fizeram coisas que se lamentam. Nyx também está desenvolvendo seus poderes mágicos para um nível bem mais alto, por isso ela é mais do que uma auxiliar. Minha cena favorita é onde ela começar a persuadir Spawn de que ele não é um monstro. Ela usa a magia para restaurar sua forma humana. Ela apenas tem sucesso em transformar suas mãos mas vê isto como triunfo. Um primeiro passo em sua estrada é recuperar sua humanidade. Então a mão humana se racha e insetos asquerosos rastejam para fora. Spawn ainda acredita que o lado monstruoso é a realidade. Mas Nyx não vai desistir dele”.

Há algumas razões porque Nyx não vai desistir de Al Simmons. “Ela sente culpa, ela sente uma responsabilidade por ele, e acima de tudo ela fez amor com o cara”, disse Hine. “É um amor incondicional. Ela conhece seus mais terríveis segredos e ainda o aceita porque ela vê sua verdadeira natureza. É mais do que dizer que Spawn é essencialmente bom. Ele é único. Ele realmente é algo que está além do bem e do mal. Apenas arranhamos a superfície da natureza de Spawn”.

Quando Spawn recriou o mundo, ele acreditava que estava poupando a humanidade de mais sofrimento da guerra destrutiva entre o Céu e o Inferno selando seus reinos da Terra. Entretanto, parece que os reinos infernais não foram isolados da humanidade como Spawn pensava, já que portais para o Inferno foram abertos em duas ocasiões distintas por velhos inimigos de Spawn; primeiro pelo Palhaço, e então por Ab e Zab.

“Duas coisas estão acontecendo”, explica Hine. “Primeiro o mundo que ele recriou é longe de ser perfeito. É como no filme ‘A Mosca’. O aparelho de teleporte quebra uma forma humana em moléculas, move-o rapidamente para uma nova posição e reconstrói o original. Mas pode ser a mesma pessoa? E o que aconteceria se você atirasse o DNA de uma mosca no mistura? Este é o tipo de coisa que aconteceu em ‘Spawn’, mas numa escala massiva. Essas fendas que permitem que o Inferno penetrar de volta é apenas um exemplo de falha no Admirável Mundo Novo de Spawn”.

“Em segundo lugar, tudo parece ser controlado por Mammon, que esteve espreitando nas sombras por um longo tempo, puxando as cordas de todos”, continua Hine. “A história de Spawn é uma contínua batalha para defender sua liberdade. Ele sempre foi controlado por alguém ou por alguma coisa, seja como um agente do governo americano, um servo de Malebólgia ou pelo Mundo Verde. Até os anjos do Céu tentaram recrutá-lo. Spawn sempre se rebelou contra essas influências, mas Mammon é tão sutil em suas manobras que é impossível para Spawn saber se ele está agindo pelo desejo de liberdade ou ainda está fazendo exatamente o que Mammon quer”.

Os detalhes por trás das razões para as maquinações de Mammon é um dos maiores segredos em “Spawn” agora. “Mammon sempre está lá, mesmo quando não o vemos diretamente, mas ele faz uma aparição pessoal na maioria dos números seguintes”, explica Hine. “Ele definitivamente está jogando um longo jogo, um jogo que começou séculos atrás. Você se lembrará que ele até apareceu como um emissário do Inferno na história do Spawn Mandarim e que isto foi há setecentos anos atrás. Ele aparentemente está no controle, o que nos mostra o quão grande seus planos são”.

No final de “Spawn” #171, os leitores viram a ligação de sangue entre Al Simmons e seus dois irmãos correrem mais profunda do que a genética; os três irmãos também têm sangue em suas mãos. Na edição #172, nas lojas este mês, Hine examina a intensa relação entre os três irmãos e o horrível crime em seus passados. “Veremos a edificação de um simples eventos que mudou suas vidas e os fez o que se tornaram anos mais tarde”, declara Hine. “Nada está assegurado. Al sempre assumiu que tinha uma família feliz, mas descobriremos que sua existência foi destruída muito cedo. Mesmo seus pais escondiam segredos sombrios por trás da respeitável fachada suburbana. Esses eventos foram enterrados no subconsciente de Al por décadas. Eles definem o que ele é e o que fez dele o perfeito candidato para se tornar um Hellspawn”.

As bombas sobre a família de Al continuarão a serem jogadas mesmo depois que a saga corrente, “A Tale of Three Brothers” (Uma História de Três Irmãos), acabar. “Uma vez que ele começa a desenterrar o passado, as revelações chegam densas e rápidas. As edições #174 e #175 contam a história do Gunslinger Spawn”, disse Hine. “Isto vem do jornal do bisavô de Al, Henry Simmons. Henry foi um Soldado Búfalo (NT: soldados negros do Exército Americano que lutaram contra os índios entre 1867 e 1896) que se envolveu num incidente quando um soldado negro de cavalaria foi morto por um cidadão branco. Isto é baseado um incidente histórico real. Em nossa versão, Henry é forçado a bater em retirada e termina em uma pequena cidade de mineração chamada Bane. A cidade está completamente isolada por uma nevasca e Henry é pego numa rixa de sangue. O Velho Job é um místico primitivo e psicótico que teve a família massacrada pelo chefe de um bando local. Tanto o Velho Job quanto Henry Simmons encaram um linchamento e a eles é feita uma oferta que nenhum deles pode recusar. Cada geração tem seu Hellspawn e este está a ponto de ser libertado em Bane. É uma situação onde os personagens estão presos em uma situação impossível de escapar e então todo o inferno é solto neles”.

“Esta história será outro perfeito ponto de partida para novos leitores porque funciona como uma história independente mas também é uma parte vital no progressivo mito do Spawn”, continua Hine. “A chave do destino de Spawn repousa no passado e há algumas histórias vindo que revelarão bastantes respostas. Uma é a história do Gunslinger; outra é o Spawn da Primeira Guerra Mundial que será apresentado no número #180”.

Hine se diverte contando histórias de Hellspawn de outros períodos do tempo e espera fazer mais após o Hellspawn da Primeira Guerra Mundial. “Há alguns períodos da história que gostaria de lidar”, ele disse. “A Revolução Francesa seria legal. A Inquisição Espanhola. As bruxas de Salem. Um conto de piratas. Há possibilidades sem fim”.

Histórias futuras levarão Spawn para uma variedade de locais tanto materiais quanto extradimensionais. “Gunslinger é obviamente do Oeste Selvagem e há a história ambientada nas trincheiras do Western Front durante a batalha de Somme em 1916. Conseqüentemente Spawn retornará para o Inferno, onde ele entrará em confronto com cada Hellspawn que já existiu”, disse Hine. “Mas isto está longe ainda. Nós queremos fazer mais histórias intensas e pessoais antes que tenhamos outro confronto épico como este. Um local que eu quero levar Spawn é o cemitério japonês em Koyasan. Eu fui para lá recentemente e é o mais imponente lugar que já vi. É um vasto cemitério estendido nas montanhas que se espalha por uma floresta de pinheiros e é cheia das mais incríveis tumbas e monumentos, muitos deles apodrecendo por gerações. Não posso ajudar mas imaginar todas as centenas de milhares de espíritos dos mortos se erguendo através da névoa”.

Enquanto ele se aventura por estes vários ambientes, Spawn encontrará uma variedade de personagens, tanto novos como familiares. “O Monstro da Bolha é um personagem inspirado pela arte do mestre mangaka Katsuhiro Otomo”, Hine declarou. “O irmão de Al, Marc, é um personagem principal nesta história também. Gunslinger e Warspawn são novos personagens. O vampiro amnésico que mencionei antes conduzirá para um outro arco de histórias maior um pouco mais pra frente. Nós descobriremos um pouco mais sobre Mammon e a misteriosa criatura coberta que esteve espreitando às escondidas. Ab e Zab estarão de volta, assim como Sam e Twitch e Nyx vai ter um papel fundamental nesta série de agora em diante. Eu quero manter alguns personagens centrais nesta revista como uma base regular e revezar outros, como o Palhaço, que continua voltando como fruto do mar estragado do jantar de ontem”.

Os personagens legais e horripilantes de Hine e os assustadores eventos de suas histórias fixaram o tom em “Spawn”, mas o escritor sente que é o trabalho de seus colaboradores de arte que realmente conduz o estilo sombrio, psicológico e assustador da série. “Eu acho que pela primeira vez no título principal ‘Spawn’ estabilizamos um estilo visual que se afasta da era Todd McFarlane/ Greg Capullo”, disse Hine. “Phil Tan era muito diferente mas ainda ajustado à escola de arte de Todd. Eu amo este material, mas nós todos (incluindo Todd) sentimos que era hora de fazer a aparência da revista completamente diferente. Há um realismo distorcido na revista agora. Foi perfeito para a reconstrução do mundo de Spawn. Parece como a realidade, mas há algo fora nisto. Algo acima do real que mostra que esta é uma construção parecida com o mundo que conhecemos. Nós realmente destruímos o mundo e a raça humana no arco Armagedom. Se foi para sempre. O mundo que você está vendo nesta revista é um simulacro, criado por Spawn. Brian brilhantemente tornou real esta falsa realidade".

“Andy Troy é um dos meus coloristas favoritos desde que ele coloriu a arte de David Yardin em meu trabalho anterior, ‘Distrito X’”, Hine continua. “Ele põe muito da alma em seu trabalho. Eu posso dizer que ele realmente lê os roteiros e você ficaria surpreso quantos coloristas não lêem. Andy e Brian trabalharam bastante juntos e seu trabalho realmente é bom. Eu acho que criamos uma aparência única para Spawn que o coloca separado de qualquer coisa na estante”.

Hine e seus companheiros criadores em “Spawn” ficaram surpresos pela antipatia que muitos fãs de quadrinhos têm por Spawn, e eles têm a intenção de provar para os "do contra" que estão errados em não fazer do título uma das leituras mais sem igual e agradáveis nas estantes de quadrinhos. “Quando eu comecei a escrever ‘Spawn’ não podia acreditar quanto desprezo havia na comunidade online sobre a revista; sobre o inteiro conceito de Spawn”, observa Hine. “Os comentários eram sem justificativa porque a revista tinha sido consistentemente boa com alguns dos melhores artistas no mercado e Brian Holguin estava às voltas com algum roteiro terrível antes que eu viesse a bordo. Eu acho que houve apenas um massivo retrocesso depois que o auge da série começou”.

“Foi um esforço penoso recuperar alguma credibilidade para a revista”, Hine continua. “Nós tivemos sucesso para uma extensão. Nós conseguimos boas críticas e a resposta dos fãs foi grande. A uma última barreira é a queda das vendas. ‘Spawn’ ainda é o título independente de melhor venda até aqui, mas nós deveríamos fazer melhor. Eu não ouço que há cópias não vendidas nas lojas, mas eu tenho notícias freqüentemente de leitores que não conseguem achar a mais recente edição. O problema parece terminar nos gerentes das lojas. Há uma quantia enorme do produto gritando por seus dólares e estão convencendo duramente que ‘Spawn’ é digno de suas atenções. Mike Malve da Atomic Comics é um cara que tem apoiado. Eu espero que consigamos passar a mensagem para mais pessoas e colocar ‘Spawn’ firmemente de volta no radar”.

19 outubro 2007

Novos resumos de Spawn e Spawn: Godslayer

O site oficial acaba de divulgar mais resumos das futuras edições de Spawn que saem no final deste ano e no ano que vem. Confiram só:

Spawn #175 - Janeiro/2008

História - David Hine
Letras - Tom Orzechowski
Capa -
Greg Capullo
Cores -
Andy Troy
Desenhos e Arte-final -
Brian
Haberlin

A revelação! O Hellspawn conhecido como Gunslinger chega à cidade, mirando para trazer o Inferno para seus planos. O povo da cidade não tem nenhuma chance de sobrevivência. Um homem vai se levantar contra o Gunslinger... se não o lincharem primeiro.


Spawn #176 - Fevereiro/2008

Título: O Monstro na Bolha Parte 1

História - David Hine
Letras - Tom Orzechowski
Capa - Greg Capullo
Cores -
Andy Troy

Desenhos e Arte-final - Brian Haberlin

Pessoas estão morrendo e testemunhas juram que o assassino é um fantasma. O policial Marc Simmons pensa que ele sabe muito, mas seu suspeito tem o álibi perfeito. Pode Spawn resolver o mistério do “Monstro na Bolha”?


Spawn #177 - Março/2008

Título: O Monstro na Bolha Parte 2
História -
David Hine

Letras - Tom Orzechowski
Capa -
Greg Capullo

Cores - Andy Troy
Desenhos e Arte-final - Brian Haberlin


Imagine que você é um monstro, abandonado por sua família, confinado num quarto escuro, sem amigos e sozinho. Imagine que você é tão repulsivo que as únicas pessoas que podem olhar para você são aquelas que foram pagas para tomar conta de você. Imagine que foi dado a você poderes inacreditáveis. Imagine o que você faria... A impressionante conclusão de “O Monstro na Bolha”.

Spawn: Godslayer #6 - Novembro/2007

Título: Retorno à Endra-La

História - Brian Holguin
Letras -
Tom Orzechowski
Capa - Jay Anac
leto Cores - Brian Haberlin
Desenhos e Arte-final - Philip Tan

Godslayer retorna novamente para sua terra natal, a
ilha-reino de Endra-La, desta vez para trazer os ossos de seu amor assassinado, Neva. Lá ele é confrontado com fantasmas – ambos do passado e do presente – e com as conseqüências de seu ataque na sua terra natal. Agora, um velho rival busca fazê-lo pagar por essas transgressões.

Spawn: Godslayer #7 - Dezembro/2007

Título: Coisas Horrendas - Parte 1
História - Brian Holguin
Letras - Tom Orzechowski
Capa - Jay Anacleto
Cores - Brian Haberlin
Desenhos e Arte-final - Philip Tan

Uma deusa vingativa põe seu olhar sobre Godslayer, suspeitando que ele tenha assassinado seu irmão. Um perfeito ponto inicial para novos leitores, este número inclui um guia especial do mundo de Godslayer.


Agora é só esperar para ver este material por aqui no Brasil, principalmente Godslayer.

17 outubro 2007

David Hine fala sobre o futuro de Spawn

O escritor David Hine está se divertindo bastante escrevendo Spawn, título já clássico da Image Comics. Com mais de dez anos no mercado, Hine disse que a mitologia do Spawn é hoje muito rica e ele tem tido liberdade total para “brincar” com todos os conceitos e personagens que constituem o universo do soldado do inferno.

Como exemplos ele citou uma história que se passou na China do século 13 e, na empolgação, revelou algumas coisas que ainda estão por vir. Entre essas: uma história ambientada no século 19, no velho oeste americano; uma que irá se passar nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Além disso, está sendo planejada uma edição inteira construída a partir do ponto de vista de um vampiro amnésico. Hine está construindo todas essas histórias de forma que elas tenham ligações com a saga do Spawn, contribuindo para a diversificação da mitologia do personagem. Ele ainda prometeu levar o personagem para outros cenários, tanto em outros pontos da Terra quanto em outras dimensões.

O final da saga Armagedom, que foi publicada recentemente no Brasil, é o início desse novo momento da revista, onde Spawn se vê em uma nova Terra, criada por ele mesmo, que aos poucos vai se mostrar mais falha do que ele imaginava ser. Essas falhas começarão a ser mostradas aos poucos, através das recordações de Al Simmons - o alter-ego do personagem -, a respeito da sua infância, do seu relacionamento com sua mulher e através dos outros personagens do título. Esses outros personagens serão tanto velhos conhecidos dos leitores quanto novos rostos, que ainda mostrarão as suas intenções e motivações no tempo certo.

05 outubro 2007

SPAWN Nº 167 – RESENHA

Escritor: David Hine
Artista: Brian Haberlin
Cores: Andy Troy
Mês de lançamento: setembro/2007
Preço: R$ 5,90

Sinopse: O detetive Twitch Williams continua a pedir ajuda à Spawn em resolver o caso de estranhos acontecimentos nos apartamentos Nova Vista. Ele conta sobre outros casos de mortes estranhas no edifício e os relaciona com um evento que envolveu vários cidadãos de Nova York que ficaram sob o domínio mental do Palhaço. Spawn decide investigar começando por Jason Wynn, que estranhamente voltou da morte. Enquanto isto, em um dos apartamentos, o Palhaço está de volta em um novo corpo.

Positivos/Negativos: A nova fase de Spawn, escrita por David Hine e com arte de Brian Haberlin, tem agradado muitos fãs de Spawn, que estavam ansiosos por uma boa história e àqueles que estão começando agora pois o personagem está bem diferente do que era anteriormente. Ajudado pela arte de Haberlin, Spawn está mais sombrio, mais cadavérico e menos humano. Boa parte da crítica especializada tem elogiado a nova fase, que mistura terror com clima policial. Nesta nova fase encaramos um acontecimento pouco explicado até o momento: a sucessão de mortes estranhas no edifício de apartamentos Nova Vista. Alguns estão matando por problemas banais, como o de um homem matar seu amigo pelo simples fato de beber diretamente na caixa de leite, ou de um homem que, ao assumir sua homossexualidade, resolve (aparentemente) amputar seu pênis. As cenas são bastante fortes e têm causado impacto aos leitores. Nesta história vemos o ressurgimento do Palhaço, que não tem dado as caras desde a saga Mil Palhaços (Spawn 134 a 138), onde ele possui a mente de várias pessoas da cidade levando-as a praticamente atos de vandalismo. Aliás, tudo leva a crer que ele, mais uma vez, está manipulando humanos em seus atos diabólicos. Desta vez o Palhaço está diferente da sua forma original; está mais magro e possui remendos em várias partes do corpo. Sua nova forma, talvez, se deva ao fato dele ter assumido o corpo de Barney, amante de uma das moradoras do prédio, que se escondeu no depósito de lixo para fugir do marido. Sua nova forma lembra a que ele usou na série Hellspawn, inédita no Brasil, onde ele também era mais magro. Mas a maior surpresa fica por conta da volta de Jason Wynn, que foi uma das primeiras vítimas da possessão do Palhaço antes da saga Mil Palhaço. Ele aparece mais gordo e tem estranho segredo: possui as mãos vermelhas como sangue. Ainda não se sabe o motivo disto, o que deve ser revelado nas próximas edições.
A edição da Pixel Media está caprichada como sempre, com novo layout interno, boa diagramação, uma página de bastidores sobre como Hine e Haberlin elaboraram a última página da história, a seção de cartas que está bem recheada e a seção “Troco minha alma por...”, que mostra as sensacionais esculturas da Image – 10 anos, mostrando os principais personagens da editora. A bola fora fica por conta de “Spawn – Memória”, que pretendia contar fatos do passado, mas foi falado apenas da nova transição da história acontecida na edição 166. Um espaço completamente perdido que poderia ser preenchido com um pin-up da capa alternativa da edição 166 em página inteira. Outro deslize ficou por conta de Brian Haberlin que ao desenhar a personagem Wilma Barbera tinha seu rosto alterado de quadrinho para quadrinho. Ora ela tinha um rosto comprido, ora estava mais redondo. Nada que comprometesse, mas tinha momentos que parecia ter uns 25 anos, mas em outros momentos parecia ter mais de 40 anos. Fora isto, a nova fase promete prender bastante o leitor daqui para frente, uma coisa que não tem acontecido com Spawn há bastante tempo.