23 maio 2008

Mais imagens da edição #179

Atualizado: Essa edição seria a #180, mas a Image mudou e essa passa a ser a 179. As outras informações continuam as mesmas. :D


Como já foi divulgado aqui antes a edição 179, desenhada por Mike Mayhew, se passa durante a 1ª Guerra Mundial. Confere agora algumas informações do próprio artista:

Agradeço os elogios de quem gostou da arte. Esta edição é uma junção de varias coisas como esta, assim como as cenas reais da Batalha do Somme, e flashbacks da Inglaterra Vitoriana. É uma iguaria de prazeres visuais feita a partir dos ingredientes do Sr. Hine.

Esta edição mostrará um lado de Spawn que irá acrescentar muito à rica mitologia criada por Todd. Eu mal posso esperar para ver os fãs de Spawn quando olharem a última página. É um grande golpe, que faz repensar toda a edição!


Abaixo um painel com algumas imagens. (Clique para ampliar)


Os caras estão preparando varias novidades até a chegada da edição 185. Como vocês já leram aqui no site, é a edição que marca um novo rumo na revista.

19 maio 2008

Spawn 184


O fim de uma era. Quando Al Simmons foi assassinado, fez um pacto com o demônio Malebolgia e tornou-se um Hellspawn para que pudesse retornar do túmulo. Agora ele enfrenta a morte novamente, mais desta vez não há nada que possa salva-lo das garras do Inferno.

Escrito por David Hine
Capa e arte da revista por Brian Haberlin e Geirrod Van Dyke.


Animal, não? Clica na imagem pra ver a capa em tamanho maior. E se quiser dizer algo, manda ver nos comentarios.

13 maio 2008

Fundadores da Image no Free Comic Book Day



No dia 3 de Maio, foi o Free Comic Book Day- um dia do ano que as editoras e Comic shops distribuem varias de suas revistas gratuitamente.

Em todo o estado do Arizona a loja Atomic Comics celebrou o dia em grande estilo, com sessões de autógrafos de vários pesos pesados da indústria dos quadrinhos. A Atomic de Mesa sediou a reunião dos membros fundadores da Image Comics -- o próprio Todd McFarlane (Spawn, Spider-Man), Jim Lee (X-Men, WildCATS), Rob Liefeld (X-Force, Youngblood), Marc Silvestri (Wolverine, Witchblade), Whilce Portacio (Batman, Wetworks), Erik Larsen (Spider-Man, Savage Dragon) e Jim Valentino (X-Men spin-off Guardians of the Galaxy).

A sessão foi programada para iniciar às 11h, e uma fila de fãs que se formou no início da manhã já contornava o local até o final do evento. A Atomic Comics tinha água para os sedentos, e quando os estoques acabaram - ninguém menos que o próprio Jim Lee foi buscar novas provisões. Depois os fundadores da Image entregaram pessoalmente água para aqueles que esperavam na fila.

Os fãs puderam ficar frente a frente com os criadores da Image - eram permitidos até cinco itens autografados por fundador - e eles tiveram a oportunidade de uma vida para conversar com seus artistas favoritos. Por volta de 1000 pessoas estavam presentes no local.

11 maio 2008

DVD de Spawn – O Soldado do Inferno é relançado no Brasil


Na última semana foi anunciado o relançamento da adaptação live action de 1997 lançada pela Warner Brothers de Spawn – O Soldado do Inferno. A primeira versão lançada no Brasil já estava esgotada e a nova versão, agora distribuída pela PlayArte, praticamente é a mesma versão do DVD original, contendo apenas dois extras novos: uma comparação com o storyboard e desenhos originais de Todd McFarlane. Eis as características do DVD:

Ano de Lançamento:
2008

Direção: Mark A.Z. Dippé

Atores/Artistas: Michael Jai White, John Leguizamo, Martin Sheen, Theresa Randle, Nicol Williamson, D.B. Sweeney

País/Ano de Produção: EUA - 1997

Duração: 98 Minutos

Faixa Etária: 16 Anos

Idiomas: Inglês e Português

Áudio: Dolby Digital 2.0 e 5.1

Legendas: Inglês e Português

Formato da Tela: Widescreen


Extras:

- Making Of de Spawn

- Todd McFarlane: Entrevista

- Cena Para Comparação do Storyboard

- Desenhos Originais de Todd McFarlane

- Trilha Sonora de Spawn


A média de preço do DVD é R$ 36,90, e pode ser comprado na loja Saraiva aqui.

Esta notícia é creditada ao Rodrigo. Valeu!

08 maio 2008

Spawn #174 – Resenha


Título: Spawn Pistoleiro – Parte Um
Roteiro: David Hine
Desenhos: Bing Cansino e Geirrod Van Dyke
Data nos EUA: Janeiro/2008
Data no Brasil: Abril/2008

Sinopse: No século 19, em plena Guerra Civil Americana, o soldado búfalo Henry Simmons, antepassado de Al, é preso depois de fugir de um massacre empreitado por seu regimento. Na prisão ele conhece um homem conhecido como Velhote, que lhe conta sua história sobre a perda da sua família e seu juramento de vingança contra os assassinos. Um pouco antes de serem enforcados, Mammon aparece para oferecer-lhes a chance da liberdade em troca de suas almas. No momento da morte, o Velhote faz o pacto e se torna o Spawn Pistoleiro.

Positivo/Negativo: Spawn #174 é uma daquelas edições que merecem ficar na memória de vários fãs por três motivos especiais. O primeiro fica para o fato de conhecermos um antepassado de Al Simmons e o seu encontro com um hellspawn no Velho Oeste. Raramente temos a oportunidade de conhecer outras almas amaldiçoadas que foram colhidas pelo demônio Malebólgia. A primeira tentativa disto foi na edição 9, quando conhecemos o Spawn Medieval. Logo depois tivemos a mini-série Spawn: The Impaler (inédita no Brasil) onde conhecemos Vlad Tepes, príncipe da Valáquia, que fez um pacto para expulsar as tropas turcas de seu país, dando origem ao mito de Drácula. Por fim tivemos a série Curse of the Spawn (conhecida no Brasil como A Maldição do Spawn) onde tivemos várias histórias de outros hellspawn de épocas diferentes. Estranhamente a Editora Abril, quando trouxe a revista para o país, não publicou nenhuma histórias destes hellspawns, preferindo lançar apenas as histórias de personagens de apoio, como Ângela e Jéssica Priest.

A proposta de David Hine parece interessante: retomar o clima de Curse of the Spawn, mas dentro da cronologia de Al Simmons. Até agora, além do Spawn Pistoleiro, tivemos também o Spawn Mandarim, que apareceu na edição 165, e daqui a algumas edições teremos o War Spawn, que apareceu na Primeira Guerra Mundial. Ainda não temos notícias se outros mais vão aparecer, mesmo porque David Hine e Brian Haberlin deixarão a revista em breve para a chegada da nova equipe criativa, formada por fundadores da Image Comics, como foi noticiada pelo Spawn Alley dias atrás.

O segundo fator interessante é o ambiente. Poucos leitores estão acostumados com o clima de Velho Oeste nos quadrinhos. Apesar de termos um representante há década nas bancas (o fumetti italiano Tex), é um gênero muito restrito a um público específico. Mas o clima um pouco sépia combinou bastante com o ambiente, criando a sensação de estar vendo um filme bem antigo. O engraçado é que o gênero deu uma “ressuscitada” ultimamente em outros dois quadrinhos: A Torre Negra, de Stephen King, lançada pela Panini Comics; e Priest, manhwa corerano da Lumus Editora.

O terceiro fator, que certamente é o mais aparente, é a arte. É a primeira vez que temos uma arte pintada dentro da revista normal. O trio Cansino/Van Dyke/Capullo fazem um trabalho magistral, digno de ficar minutos olhando para apenas um quadrinho para apreciar a bela arte.
Quanto à história, ela mostra a origem do Spawn Pistoleiro, um dos mais aguardados por todos os fãs. É interessante ver como um personagem, que só apareceu em um quadrinho, ganhou tanta notoriedade. Tudo começa quando Spawn foi para o Oitavo Círculo durante a saga Uma Temporada no Inferno (Spawn #117 a #120). Na edição 119, quando os hellspawns se erguem para se aliar à Al Simmons, lá estava ele, imponente sobre um rochedo. Apesar de não ter uma fala e só ter aparecido uma vez, criou-se uma curiosidade de saber: existiu um hellspawn no Velho Oeste? O sucesso foi tão grande que a McFarlane Toys lançou uma action figure do personagem, batizado de Gunslinger Spawn. Esta figura fez tanto sucesso entre os colecionadores que segui os passos do Spawn Mandarim: ganhou sua própria história na revista.

A história é bem direta: um homem com desejo de vingança pela morte da família faz um pacto com Mammon para caçar os assassinos. A particularidade deste hellspawn é que ele ganha seus poderes pouco depois da morte do Velhote, o homem que foi amaldiçoado. Geralmente leva-se anos para o hospedeiro voltar à Terra como um hellspawn. Não foi o caso deste, mas mesmo assim a história é bem direta no que se propõe, deixando uma certa expectativa para a edição seguinte.

A capa, desenhada por Greg Capullo, está bem bonita utilizando o seu novo estilo de pintura digital, apesar do Spawn Pistoleiro possuir um chapéu bem longo se comparando com o da história. Mas foi notado um erro gravíssimo na história. Na página 23, quando Mammon entrega um espelho para o Spawn Pistoleiro, notem que os balões estão invertidos. Claramente não foi culpa da Pixel, e sim do arquivo original que foi enviado. Isto já aconteceu algumas vezes antes, sendo necessário até avisar à TMP sobre estes problemas, pois no caso não dá para fazer muita coisa, senão permanecer trocado (a não ser que use o recurso do Photoshop para inserir os balões em seus devidos lugares).

De novidades na edição, tivemos uma pequena explicação sobre quem eram os Soldados Búfalos (que foi muito esclarecedora), a seção Bastidores com um preview da edição seguinte (muito aninal!!!) e um pinup de Spawn: Godslayer, notadamente uma jogada de marketing para a preparação do terreno da chegada da série mensal. Só resta saber se ainda há o interesse da Pixel em lançar o material no Brasil.

05 maio 2008

Brian Haberlin fala sobre a edição 183 e a reestruturação da revista

Matéria de Vaneta Rogers, do site Newsarama, com Brian Haberlin durante a NY Comic Con.

A grande novidade revelada na Nova York Comic Con sobre a Image era de que dois novos nomes estariam trabalhando no título do Spawn a partir da edição #185, e ambos foram fundadores da Image. Além disso, de acordo com eles, haverá uma reestruturação importante no título, e essa nova direção terá início com a edição # 185.

Mas aquilo que descobrimos com o atual editor e artista da série Spawn, Brian Haberlin, torna as coisas um pouco mais interessantes. Há uma nova personagem chegando no numero #183 que será, como Haberlin diz, uma "grande surpresa" para os leitores antigos de Spawn. Ela vai desempenhar um papel importante na reestruturação e nova direção? Quem é ela? E porque outra reestruturação? Fomos até a mesa de trabalho do artista e falamos com Haberlin para descobrir mais sobre tudo isso.

Como os leitores ficaram sabendo em nossas conversas anteriores com o atual escritor David Hine e o próprio Haberlin, Spawn já amarrou varias pontas soltas ao longo do último ano. A premissa inteira por trás da história mudou, assim como a parte artística e criativa, os quadrinhos fugiram do estilo super herói e ficaram mais perto dos contos de horror, longe das antigas cenas de batalha e mais próximo do realismo.

Na ocasião, quando a série atingiu a edição #166, Hine explicou e amarrou quase toda a trama e deu dicas sobre o futuro do Spawn. Na realidade, o Armageddon, que foi prometido durante tanto tempo aconteceu - o mundo realmente acabou. Mas um novo tomou o seu lugar.

Mas agora, Haberlin disse que tudo será amarrado e explicado antes dele e do David Hine deixarem a revista a partir da edição #184. "David Hine provavelmente é a pessoa que mais sabe sobre Spawn, além do próprio Todd. Nas próximas cinco edições, concluiremos as tramas que vêm se desenvolvendo por mais de 170 edições. Colocaremos tudo num belo arco," disse.

Ele admitiu a boa continuidade da série, mas afirmou que isso conclui tudo em definitivo. "Isto será como a tampa da garrafa," disse ele rindo.

Haberlin comenta também sobre a sua saída da função de editor da revista, ficando tudo sob responsabilidade do próprio Todd McFarlane. Mas antes de sair, ele e Hine contarão uma história imperdível pra quem lê Spawn, na sua opinião. "Acredito que quem já acompanha a série verá um monte de coisas sendo concretizadas que eles sempre quiseram ver, mas nunca tinham se realizado. E as pessoas que conhecem detalhes que aconteceram no passado do Spawn verão algo interessante acontecendo nesta história. Algo que eles não vão querer perder ", disse ele.

Quando nós pedimos que Haberlin nos contasse mais sobre a tal "tampa da garrafa", ele apenas sorriu e nos mostrou a capa da edição #183.

E agora quem poderia ser essa mulher?

"É uma mulher num traje de Spawn. Eu não sei quem ela é", responde novamente rindo.

Obviamente, a tão popular personagem Angela veio à mente como falamos para o artista, mas quando perguntado se era algum tipo de retorno dela a série, Haberlin imediatamente disse: "Não." Mas em seguida acrescentou: "Talvez. Eu não digo. Poderia ser ela".

Mas então perguntamos de outra forma, "Já teriamos visto essa personagem antes?" Haberlin respondeu, "Não. Ela é totalmente nova".

Tentando encontrar mais pistas sobre quem esta mulher poderia ser, e o que está vindo depois da reestruturação, começamos a falar com Haberlin sobre as próximas histórias. Na edição #180, Mike Mayhew desenha uma história que se passa no período da I Guerra Mundial, Haberlin disse que explorará a linhagem de Al Simmons, e as histórias seguintes também serão ligadas a familia Simmons.

"E tudo aquilo que o motivou nós mostraremos nas edições #183 e #184. Mammon tem sido o cara nos bastidores há muito tempo. E nós estabelecemos esses bastidores. Al se tornou Spawn por uma razão. Nós mostraremos essa razão mas a história não acaba aqui", disse ele, indicando que há muito mais para ser contado sobre o Universo Spawn do que foi mostrado no início das edições.

"David está fazendo com que seja bem profundo e complexo. É uma tapeçaria", disse ele.

E essa mulher faz parte de alguma forma dessa tapeçaria? "Sim, ela faz", disse. "Ela será uma grande surpresa".

03 maio 2008

Spawn: 183 e Neo Noir TP


SPAWN: NEO NOIR TP

Escrito por David Hine, arte por Brian Haberlin, Bing Cansino e Geirrod Van Dyke, capa por Brian Haberlin eVan Dyke.
Esta nova coleção apresenta as mais revolucionárias edições de spawn em anos. Se você não tem lido Spawn, deveria e este é um ótimo lugar para começar. Inclui a magistralmente pintada história do Spawn Pistoleiro! Contém as edições de Spawn #170-175.

144 páginas, US$14.95, nas lojas americanas em 30 de julho. Sem previsão para o Brasil.






SPAWN #183

Escrito por David Hine, arte e capa por Brian Haberlin.
Nesta edição: A mais estonteante revelação já vista nas páginas de Spawn! Por trás da cena da história humana, um homem tem puxado as cordinhas. Finalmente, os planos de Mammon vem á tona.


32 páginas, US$2.95, nas lojas americanas em 30 de julho.




Todd McFarlane fala sobre o futuro de Spawn

A entrevista a seguir foi concedida por Todd McFarlane ao jornalista Jonah Weiland, Produtor Executivo do site CBR e nela o artista fala sobre a nova direção da revista, o futuro do filme e do novo desenho animado.
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Enquanto as pessoas observavam a palestra da Image Comics na última semana no New York Comic Con, o mundo de “Spawn” de Todd McFarlane está a ponto de ser sacudido grandiosamente. Neste outono, com a chegada do número #185, a série verá dois novos criadores assumindo o reinado do título. Agora, enquanto os nomes desses criadores ainda não foram revelados, nós sabemos de uma coisa – os dois indivíduos que conduzirão “Spawn” são membros fundadores da Image Comics. Poderia ser o retorno do próprio Todd à prancheta de desenho ou um dos fundadores talentosos que levará suas habilidades artísticas para o título? A única pista que os fãs conseguiram foi que um dos criadores a se juntar ao título não tem feito nenhum trabalho para a Image Comics em dez anos – isto faz de Jim Lee (se vocês não contarem com sua capa alternativa para a edição #150) ou Whilce Portacio possíveis candidatos.

Com tão poucos detalhes revelados durante a palestra, o CBR News telefonou para o criador de “Spawn”, Todd McFarlane, para ver que mais detalhes poderíamos arrancar dele, o que está por trás dessa decisão e o que os leitores podem esperar desta importante mudança na direção do título.

CBR: Todd, como todos nós sabemos até agora, neste outono a responsabilidade criativa em “Spawn” será conduzida por dois membros fundadores da Image. O que o levou a fazer esta grande mudança na
revista?





Todd McFarlane: Da mesma forma que eu gosto de “Spawn”, temos que admitir – como é feito com qualquer outro herói – os tempos estão mudando. Batman, Superman, Homem-Aranha, todos eles tiveram sucesso e tiveram grandes equipes criativas que sacudiram com a indústria – não que eu esteja dizendo que Spawn esteja necessariamente nesta categoria – mas para um dos personagens mais recentes, 185 edições é um registro bem grande deixado pra trás agora. Estou bem ciente de não esperar que as coisas fiquem no passado, e então temos que gritar “Ei, nós estamos aqui”, e mostrar às pessoas que nós ainda temos algumas surpresas escondidas na manga.
Certo, isto não é um julgamento, mas por que usar membros do grupo fundador da Image? Há certamente outros nomes talentosos lá fora que poderiam emprestar seus talentos para um título como “Spawn”. Por que especificamente utilizar antigos fundadores da Image?

Eu acho que a resposta óbvia para isto hoje é que o mundo é um pouco diferente do que quando eu fazia quadrinhos. Marvel e DC se puseram bastante agressivos a amarraram as pessoas debaixo de contratos, assim, em minha opinião, não há muitos caras excelentes por lá que eu possa escolhê-los. Há centenas de pessoas que chamam a si mesmo de artistas, mas se você falar sobre os de primeira linha, é o que está ficando mais e mais difícil de encontrar. Assim que um cara mostra que ele tem alguma habilidade, BAM, eles os prendem com as algemas de um contrato que não permite nem a nós nem a qualquer um trazê-los a bordo. Esses momentos divertidos que nós tínhamos com criadores saltando de companhia em companhia se foram. Mesmo coisas tolas como fazer uma capa para mim foi embora por causa daqueles contratos. Sim, eles absorveram esta diversão da equação.

Como esta idéia veio à tona?

Bem, nós temos conversado de vez em quando através dos anos sobre acrescentar um pouco de ousadia em “Spawn”, e chegamos ao ponto onde estávamos indo ao fim de uma jornada. A família de Brian Haberlin, que tem feito a arte e editado o título, cresceu e de repente todo aquele tempo que você pode se dedicar aos quadrinhos necessariamente não existe mais. Então nós usamos esta oportunidade para encontrar uma nova equipe e comecei a pensar sobre o que nós faríamos para dar o pontapé inicial nesta coisa toda, e não apenas trazer uma nova equipe criativa, mas também propor uma nova direção bastante radical para a revista que mostre para os nossos leitores que não será mais a mesma com imagens bonitas, mas estamos, literalmente, virando esta coisa de cabeça pra baixo, e dar a algo que não é visto por 180 edições.

Você mencionou Brian; ele ainda estará editando a revista?

Não.

Você tomará um papel ativo como editor?

Sim. A revista está chegando na minha casa, para meu escritório.

Este é um interessante panorama. Você, obviamente, é um cara ocupado gerenciando múltiplas companhias – como você está lidando com essas responsabilidades editoriais com tudo o que tem que fazer?

Eu tive uma boa ajuda de pessoas e tive uma jovem aqui, Jan Cassidy, que fará todo o trabalho difícil e eu farei a parte fácil. Isto nos permitirá ter um pouco mais de liberdade e me focar em ser mais ativo na revista. Quando Brian estava editando – ele realmente fez um tremendo trabalho – eu não estava no escritório, então era muito difícil ter apenas uma conversa casual sobre a revista. Eu estou esperançoso com estas mudanças, com essas pessoas bem próximas de mim, as conversas sobre histórias em quadrinhos e as idéias que saltarão bem rapidamente.

Eu entendo que anunciar quem são os dois criadores é algo que está sendo mantido para a última hora, mas você pode falar um pouco sobre os objetivos da história que preparou para o título?

O primeiro objetivo imediato é mandar uma mensagem que nós não estamos brincando. Nós verdadeiramente vamos nos deslocar numa direção diferente. O primeiro número será muito impactante para a história da lenda de Spawn porque, novamente, se fosse apenas uma nova equipe de arte chegar no meio de um arco de uma história, não faria sentido para mim. Para os leitores que têm estado aqui por um longo tempo, uma vez que pegue a página oito desta nova revista, compreenderá que nós, literalmente, estamos virando tudo aqui. Então, nós precisamos mandar esta mensagem de curto prazo rapidamente, então depois disto precisamos ficar em curso nesta direção e não parecer como – que acontece com tantos quadrinhos – se fosse ir numa direção e for apenas uma coisa temporária. Eu não estou procurando por isto também. Eu não estou procurando me sentar lá e apenas dizer que isto é um efeito de propaganda por doze números e então tudo volta ao normal. Isto não é um tipo de história de “O que aconteceria se?” (Nota do tradutor: série da Marvel contando histórias dos personagens em realidades alternativas). Isto vai mudar a dinâmica do título. Nós ainda estaremos no mesmo mundo, mas tudo, subitamente, haverá um curso diferente de circunstâncias que afetará Spawn e este mundo, e agora as reações serão diferentes e as histórias serão diferentes. Esta não será a mesma história que você leu uma ou duas vezes antes.

Isto é um reinício ou uma sacudida nas coisas um pouco mais dramática?

Mais a segunda do que a primeira. Eu não sou um fã de ignorar o passado e dizer que não existiu. Se tiver que fazer Ultimate Spawn, eu farei, embora eu ache que provavelmente deveria permanecer longe da palavra Ultimate! (risos). Esta é apenas outra história numa direção diferente. O que nós estamos fazendo é dizer “Ei, aqui está o que nós temos feito por todos estes anos, o que aconteceria se nós colocássemos este catalisador diferente no meio do enredo da história e agora mudar como todo mundo reage ao outro? Com o que se parece?”. Você deve então conseguir situações diferentes, histórias e tendências que o fará ver o humor das histórias sendo substituídos dramaticamente, o qual é um pouco lento e trabalhoso – especial e indiscutivelmente, quando eu escrevia – para mal humorado e oprimido, mas agora nós faremos uma cirurgia plástica de modo dramático.

A maioria dos editores marcaria um evento como este como um número um novo em folha como tende a ser, pelo menos temporariamente. Por que não reiniciar a numeração em “Spawn”?

Se você der uma olhada em minha história, nos quadrinhos verá que não sou fã destes tipos de truques. É muito fácil fazer. Se nós viermos com um novo número #1, então será nosso “Ultimate” Spawn, ou será uma mini-série ou algo mais. Eu acho que estou muito antiquado porque, para mim, uma revista como “Action Comics” (da DC Comics) começou em 38 e sua numeração não foi interrompida. Bem, na realidade, eu sei que tem havido paradas, inícios e mudanças na publicação, mas em minha mente são justamente 700 edições consecutivas. Eu também tenho visto que reiniciar a numeração é apenas uma pequena arrumação e quando as pessoas voltam para a revista, às vezes a revista vem com um novo número. Uma vez que você dá às pessoas uma chance de pegar o ritmo da coleção, este tipo de coisa pode acontecer. Na maioria das vezes, eu ainda me lembro em olhar em guias de preços como um fã e ser bastante simplista ao olhar pela listagem de um título e sempre prometia para mim ser aquele cara com meus próprios quadrinhos. Sim, certo, nós fizemos múltiplas capas para a edição #100 ou algo assim. Nós tivemos nossos momentos ociosos, mas de qualquer forma foram números consecutivos e você não tem que ter mestrado para ser capaz juntar este material junto.

Até quando esta nova equipe criativa assina o título?

Diferente de Marvel e DC, eu não quero forçar ninguém a trabalhar para mim. Exatamente como quando Greg Capullo esteve comigo com Brian fazendo as cores e o letrista Tom Orzechowski fazendo o seu trabalho, que esteve comigo desde o número #1. Se eles não estão felizes, eu não quero que eles trabalhem comigo. Eu não quero que um contrato seja a razão pela qual eles estão em volta.

Bem, no mínimo, quanto tempo você espera que esta equipe criativa esteja por aí? Seis edições? Um ano?

Esperançosamente um ano, mas novamente, se todo mundo estiver tendo uma boa hora, por qu não pode ser mais esticado? Eu tomo um certo sentido de orgulho pelo tempo que você chega à “Spawn” #100, a maior parte artisticamente, com a exceção dos estranhos substitutos, a maioria foi apenas Greg e eu. Então Angel Medina veio – e ele capturou um pouco de publicidade durante sua jornada o qual eu acho que foi um engano – ele terminou fazendo uma decente jornada no título. E então, na hora que chegamos à edição #150, você ainda podia contar com artistas regulares de “Spawn”. Eu tomo uma certa quantia de orgulho nisto.

Há alguns outros itens que gostaria de chegar antes de terminar por hoje. Dois anos atrás na New York Comic Con um crossover de “Batman/Spawn” foi anunciado. Você pode atualizar nossos leitores em onde este título está?

Bem, não é nosso ainda!

Sim, mas você acha que vai se materializar?

É possível.

O que o atrasa neste ponto?

Bem, nós tivemos uma vida complicada e um monte de coisas me rondando e a maneira como os dominós caíram criaram circunstâncias que a maioria das pessoas não tem consciência. Na verdade, é uma resposta complicada.

Certo. E quanto à outras mídias de Spawn. Qual as novidades para a animação “Spawn”?

Bem agora nós estamos tentando conseguir alguma decisão na animação. Há um pouco de disputa legal que deve se resolver no próximo mês, de uma maneira ou de outra.

E que fim levou a adaptação para o cinema? Eu sei que você disse algumas vezes que o próximo filme de “Spawn” seria dirigido e financiado por você.

Certo, a adaptação é uma coisa que sempre prometi que eu mesmo financiaria, mas nós temos três pessoas que estão batendo na porta, me aguardando para ir á Hollywood. Eu tenho falado com elas de vez em quando e têm me dito “Todd, deixe-me tê-lo”. Nós estamos chegando perto de, pelo menos, combinar nosso lançamento. Nosso lance é que, essencialmente, ninguém está comprando isto, eis a idéia, é como funciona. Se você disser sim, é uma luz verde para a produção. Não há desenvolvimento – se você disse sim, é a luz verde. Eu não estou vendendo para desenvolvê-lo. Agora, supondo que nós podemos manter um orçamento sob controle, deveria ser o bastante para conseguir que eles pensem seriamente em fazer isto. Ou eles podem fazer um outro filme que ninguém tenha ouvido falar com grandes nomes envolvidos abaixo de dez milhões de dólares. Vá em frente, faça isto, mas alguém vai entender.

Por que permitir que financiamentos externos ao invés de você mesmo financiar?

Bem, eu fui resistente em responder estas ligações e elas sempre viam, mas vendo o quanto eu estou ocupado com alguma outra coisa, então talvez levasse dois anos ou mais antes que eu consiga, então eu comecei a pensar que talvez fosse a melhor idéia trazer um sócio para ajudar.