05 outubro 2007

SPAWN Nº 167 – RESENHA

Escritor: David Hine
Artista: Brian Haberlin
Cores: Andy Troy
Mês de lançamento: setembro/2007
Preço: R$ 5,90

Sinopse: O detetive Twitch Williams continua a pedir ajuda à Spawn em resolver o caso de estranhos acontecimentos nos apartamentos Nova Vista. Ele conta sobre outros casos de mortes estranhas no edifício e os relaciona com um evento que envolveu vários cidadãos de Nova York que ficaram sob o domínio mental do Palhaço. Spawn decide investigar começando por Jason Wynn, que estranhamente voltou da morte. Enquanto isto, em um dos apartamentos, o Palhaço está de volta em um novo corpo.

Positivos/Negativos: A nova fase de Spawn, escrita por David Hine e com arte de Brian Haberlin, tem agradado muitos fãs de Spawn, que estavam ansiosos por uma boa história e àqueles que estão começando agora pois o personagem está bem diferente do que era anteriormente. Ajudado pela arte de Haberlin, Spawn está mais sombrio, mais cadavérico e menos humano. Boa parte da crítica especializada tem elogiado a nova fase, que mistura terror com clima policial. Nesta nova fase encaramos um acontecimento pouco explicado até o momento: a sucessão de mortes estranhas no edifício de apartamentos Nova Vista. Alguns estão matando por problemas banais, como o de um homem matar seu amigo pelo simples fato de beber diretamente na caixa de leite, ou de um homem que, ao assumir sua homossexualidade, resolve (aparentemente) amputar seu pênis. As cenas são bastante fortes e têm causado impacto aos leitores. Nesta história vemos o ressurgimento do Palhaço, que não tem dado as caras desde a saga Mil Palhaços (Spawn 134 a 138), onde ele possui a mente de várias pessoas da cidade levando-as a praticamente atos de vandalismo. Aliás, tudo leva a crer que ele, mais uma vez, está manipulando humanos em seus atos diabólicos. Desta vez o Palhaço está diferente da sua forma original; está mais magro e possui remendos em várias partes do corpo. Sua nova forma, talvez, se deva ao fato dele ter assumido o corpo de Barney, amante de uma das moradoras do prédio, que se escondeu no depósito de lixo para fugir do marido. Sua nova forma lembra a que ele usou na série Hellspawn, inédita no Brasil, onde ele também era mais magro. Mas a maior surpresa fica por conta da volta de Jason Wynn, que foi uma das primeiras vítimas da possessão do Palhaço antes da saga Mil Palhaço. Ele aparece mais gordo e tem estranho segredo: possui as mãos vermelhas como sangue. Ainda não se sabe o motivo disto, o que deve ser revelado nas próximas edições.
A edição da Pixel Media está caprichada como sempre, com novo layout interno, boa diagramação, uma página de bastidores sobre como Hine e Haberlin elaboraram a última página da história, a seção de cartas que está bem recheada e a seção “Troco minha alma por...”, que mostra as sensacionais esculturas da Image – 10 anos, mostrando os principais personagens da editora. A bola fora fica por conta de “Spawn – Memória”, que pretendia contar fatos do passado, mas foi falado apenas da nova transição da história acontecida na edição 166. Um espaço completamente perdido que poderia ser preenchido com um pin-up da capa alternativa da edição 166 em página inteira. Outro deslize ficou por conta de Brian Haberlin que ao desenhar a personagem Wilma Barbera tinha seu rosto alterado de quadrinho para quadrinho. Ora ela tinha um rosto comprido, ora estava mais redondo. Nada que comprometesse, mas tinha momentos que parecia ter uns 25 anos, mas em outros momentos parecia ter mais de 40 anos. Fora isto, a nova fase promete prender bastante o leitor daqui para frente, uma coisa que não tem acontecido com Spawn há bastante tempo.